terça-feira, 29 de maio de 2012

DICA - 136: Decoração com Peças Garimpadas

A decoradora Maria Olsson Nylander abre a sua casa cheia de peças garimpadas em leilões e mercados
Por Laura Ancona Lopez*. Fotos Vincent Leroux/Temps Machine
Vincent Leroux/Temps Machine
Maria na cozinha aberta
Encontrar uma casa e viver ali por muito tempo parecia uma ideia distante para a decoradora Maria Olsson Nylander. Inquieta, ela comprou, reformou e mudou de imóvel por quatro vezes nos últimos oito anos. Sempre ao lado do marido, o ex-DJ e empreiteiro William, e dos três filhos que foram nascendo durante a “jornada”: Vidar, 8 anos, Otto, 6 anos, e Ingrid, 2 anos. Mas a vida da família globetrotter se estabeleceu, por acaso, há dois anos. Em uma de suas constantes viagens a trabalho, Maria se deparou com uma casa parcialmente destruída — mas superbem localizada, em uma colina sob o mar — em Arild, uma cidade com menos de mil habitantes no sul da Suécia, país em que nasceu.  

“Comecei a sentir falta de calma para criar as crianças”, diz Maria. “Arild tem essa tranquilidade, mas também é muito charmosa.” Apesar de estar próximo à praia, o imóvel se assemelhava a uma casa de campo, com estrutura de madeira escura, janelas pequenas e espaços compartimentados. Além disso, as instalações elétricas e hidráulicas estavam bastante comprometidas e muitas das portas haviam sido consumidas por cupins. Como adora um desafio, Maria viu nesses problemas uma oportunidade para criar um verdadeiro “laboratório” de design, em que pudesse testar todas as combinações e ideias de décor que lhe agradam. A prioridade, na nova casa, foi valorizar a luz. Uma dezena de paredes foi derrubada, as janelas cresceram de tamanho e os pisos e paredes foram pintados de branco, formando uma “base neutra” para que o casal pudesse criar. 

A cozinha foi integrada à sala de estar e ganhou armários e luminárias de aço, com um quê industrial, que fazem contraponto à cristaleira de demolição e a um castiçal de cristal. O pé direito cresceu: o casal optou por remover a laje e deixar aparentes as tábuas de madeira do teto, que estruturam a casa e também foram pintadas de branco. Na sala e nos quartos, foram instalados armários antigos com acabamento em pátina. Esses tons claros deixaram Maria à vontade para fazer o que mais gosta: mudar permanentemente. “Meu sonho é trocar os móveis todos os meses”, diz ela. “Adoro descobrir e inventar novas formas de decorar.” 
Vincent Leroux/Temps Machine
Na sala de estar, os tons neutros predominam, com exceção do sofá e das almofadas

Vincent Leroux/Temps Machine
Cadeiras assinadas por Charles e Ray Eames
 
A casa, que era escura e fechada, ganhou janelões e espaços amplos, sem paredes
Algumas peças, entretanto, costumam permanecer, já que foram garimpadas em viagens pelo mundo e se tornaram queridinhas do casal. Na sala de jantar, por exemplo, a mesa foi adquirida em um hotel de Alexandria, no Egito. Em volta dela, estão as cadeiras DSR, criadas em 1950 pelos americanos Charles e Ray Eames, dois dos principais designers de móveis do século 20. Foram arrematadas em um leilão. Os espelhos vieram de um mercado de pulgas em Paris, o Clignancourt, e custaram pouquíssimo. Assim como a pesada escultura em pedra, no formato de um rosto, que fica no chão. “É um de meus objetos preferidos da casa”, diz Maria. “Encontrei na internet.”
A sala de estar tem objetos com acabamento em tecidos delicados, como as almofadas de veludo e o sofá de linho, aliados a cores fortes como laranja, azul klein e bordô. A mesa de centro, um antigo carrinho de ferro, foi reformada pelos proprietários e ganhou um tampo de vidro — ela fica sob um tapete de lã vindo do Marrocos.
O armário de madeira que fica ao fundo, utilizado para guardar a louça, é do início do século passado e foi encontrado em uma fazenda da Provença. Mas o lugar preferido de Maria é mesmo seu escritório particular. “É onde gosto de me isolar de vez em quando”, conta. É sob a mesa de madeira de demolição, adornada por cadeiras supermodernas de acrílico, que ela passa as tardes criando para clientes em toda a Europa. Nas paredes, dezenas de fotos de sua família e de mulheres anônimas do mundo inteiro. “Os retratos delas me inspiram.” 

*com reportagem de Delphine Fromental
Vincent Leroux/Temps Machine
O espaço de leitura também faz as vezes de sala e tem vista para o mar

   Reprodução
 


Fonte: Revista Marie Claire
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2 comentários:

  1. Lindo seu espaço forte abraço.
    Renato Artesanato em MDF

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  2. Obrigada, Renato!
    Nos apresente o seu trabalho.
    Podemos fazer um post sobre o tema.
    Abs, Márcia.

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